Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto

Vitima de doença prolongada, morreu em sua casa Maria José Nogueira Pinto, de 59 anos, casada com Jaime Nogueira Pinto, de quem teve três filhos.

Nas últimas eleições legislativas de 05 de Junho, foi eleita deputada pelo PSD, mas no passado foi uma figura incontornável na vida política do CDS, tendo em 1998 perdido, conjutamente com Manuel Monteiro, a eleição para a Presidência do Partaido para o actual lider do CDS, Paulo Portas.

Mais tarde, em 2005, Maria José Nogueira Pinto candidatou-se pelo CDS à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido eleita Vereadora, ocupando até 2007 a pasta da Habitação Social. Acaba por sair do Partido em Março desse mesmo ano depois de uma polémica reunião do Conselho Nacional, órgão que dirigia, e que teve como pano de fundo o regresso de Paulo Portas à liderança para suceder a Ribeiro e Castro.

Maria José Nogueira Pinto era Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa é foi eleita em 1995 nas listas do CDS como independente. Um ano mais tarde filiou-se no Partido, tendo nessa Legislatura eleita para a liderança da bancada parlamentar.

Na sua vasta actividade profissional e serviço publico, destaca-se as funções de Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Directora da Maternidade Alfredo da Costa, Vice-Presidente do Instituto Português de Cinema, Subsecretária de Estado da Cultura, Consultora da Fundação Calouste Gulbenkian e Administradora da Fundação para a Saúde.

Com esta partida muito prematura de Maria José Nogueira Pinto, fica o sentimento que na sua vida sempre pôs uma enorme dedicação, convicção e espírito de luta em todas as causas pelas quais se bateu que mesmo até ao final assim foi, nunca se resignando, mesmo em relação à doença, fazendo também da capacidade de continuar a lutar, de continuar a defender aquilo em que acreditava o sentido maior da sua vida e o sentido maior dessa batalha.

Fica a Mensagem do Presidente do Partido, Paulo Portas:

«A morte de Maria José Nogueira Pinto é uma notícia muito triste, tanto a nível político, como pessoal.

Tratava-se de uma mulher com invulgar inteligência e competência profissional, com causas, com cultura e com mundo, completando esse perfil com uma sensibilidade social que marcou uma parte significativa da sua intervenção pública.

A memória que tenho sobre a forma como encarou a doença é a de uma pessoa com uma fé serena e completa, que procurou cumprir e cumpriu todos os seus deveres e todas as suas obrigações, fosse como candidata ou como deputada, fosse como comentadora ou como articulista, até ao último fôlego, sem deixar que o sofrimento a diminuísse.

No dia em que esta legislatura começou, fomos almoçar juntos. Recordarei sempre a franqueza com que falámos da doença, da dor e da esperança. Mas também a naturalidade com que Maria José Nogueira Pinto continuava a falar da vida e de temas que habitualmente nos juntavam: as cidades, as paisagens, os livros, os filmes, as exposições e, obviamente, Portugal e o mundo, a diplomacia e a solidariedade.

É essa a imagem que conservo de Maria José: a valentia de uma coragem que é tão rara como exemplar.»

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