De volta à estrada, a campanha dos populares começou na cidade de Torres Novas com uma acção de distribuição de propaganda e contacto directo com a população.
Seguiu-se um almoço em Riachos, findo o qual a comitiva dirigiu-se à Agromais, empresa de referência no sector do associativismo agrícola na região (e a nível nacional). Com quase 25 anos e agregando cerca de 800 produtores (sobretudo de cereais e hortícolas frescos, tais como cebola, batata e tomate para transformação) é um bom exemplo de organização cooperativa para fazer face aos problemas colocados pela escala reduzida. Aqui, os candidatos do CDS tiveram oportunidade de debater os problemas mais prementes do sector, nomeadamente as dificuldades sentidas pela falta de enquadramento legal para a construção de ETAR’s que tratem os efluentes agrícolas e assim melhorem a qualidade ambiental. Também foram alertados para as dificuldades sentidas pelos agricultores com os custos de produção agravados pela Taxa de Recursos Hídricos e pelo novo Código Contributivo: se no caso da primeira concordam com a sua existência, defendendo embora uma moratória da sua aplicação (à semelhança do que foi negociado pela vizinha Espanha com as instituições europeias), no segundo, consideram asfixiante o novo regime de contribuições impostas pelo governo socialista, reconhecendo o papel que o CDS tem desempenhado na oposição a este Código que não é mais do que um novo esbulho fiscal.
Filipe Lobo d’Ávila considerou “desastrosa, a política agrícola seguida pelos dois últimos governos socialistas, pois, se Jaime Silva foi catastrófico, António Serrano tentou colmatar a destruição do Ministério da Agricultura com sorrisos e panaceias e com a constituição de inúmeros grupos de trabalho que a pouca ou nenhuma conclusão chegaram”.
O dia terminou de volta às ruas torrejanas onde ficou patente a desilusão das pessoas (sobretudo as que confessam terem votado no Partido Socialista) e a sua revolta com o estado a que a governação errada dos últimos anos conduziu o país.
Para Lobo d’Ávila “este é, definitivamente, o momento do CDS”!



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